Meio deitada no sofá, calças de ganga vestidas,
observo que onde antes se podiam ver uns avantajados pneus
(que se assemelhavam fortemente a uma bóia à volta da minha cintura),
actualmente existe um vale; ou seja,
abaixo das costelas (na zona do estômago) afunda, vai para dentro!
Às vezes passo a mão num qualquer movimento espontâneo,
parece que ainda esperava encontrar os pneus,
parece que é estranho não estarem lá,
parece que não é meu, o corpo em que a minha mão toca...





